Nesse sentido, a relação entre o espaço percorrido pelos ponteiros do relógio e o tempo real não existem. As proposições que se sucedem a cada momento só existirão para uma consciência, especificamente falando, para uma memória que as registre.

Neste contexto o que se propõe é uma vídeo-instalação que volte para o tempo individual e consciente do fruidor. Procura-se voltar no tempo e resgatar seus fragmentos perdidos, dar a possibilidade de escolher em si mesmo os “agoras eternos” que foram postos em segundo plano devido o não-percebimento de sua trajetória até se deparar com o seu “eu”. Ao se deparar com ele mesmo, o fruidor terá, através movimentos corpóreos, movimentos provocados, buscará em um momento anterior passagens e ângulos de seu corpo causando-lhe estranhamento.
O fruidor precisará de um tempo de adaptação para enfim entender e “brincar” com os diversas nuances que seu corpo, às vezes um corpo que não costuma ver ou que jamais tenha visto, se ver na dúvida em que caminho escolher para chegar ao monitor e seu caminhar até lá.

De um modo geral o fruidor em seu primeiro momento deverá escolher qual caminho seguir para se encontrar com ele mesmo. Neste instante seus fragmentos de movimentação no espaço serão colhidos e armazenados através de câmeras espalhadas pela instalação e exibidas através de movimentações por parte do fruidor frente ao monitor.
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