contemporânea.”
Gilbertto Prado
A arte sempre andou ao lado da tecnologia tomando emprestado suas formas de lidar com o mundo em constante mudança. Com o advento das mídias digitais, o leque de opções e afinidades aumentaram. Profissionais mais ligados à outras áreas, mais técnicas, passam a integrar projetos de artes com mediação tecnológica.
A questão interdisciplinar para esta área torna-se um fator preponderante para o surgimento de novas formas de produção de arte. Ao longo destes últimos trinta anos, a criação de perceptos na área de arte com tecnologia possuiu uma gama de inventos e eventos atraindo o público tradicional, mas também um público que acompanha obras pela internet e outros espaços afins, ou seja, a arte deixou de ter um local físico para existir. Como motor propulsor desta arte, surgiu a telemática, onde podemos estabelecer trocas de saberes e novas proposições. Com o foco voltado para a internet, cada vez mais artistas se especializam nas tecnologias e contam com a ajuda de profissionais que até então trabalhavam somente na produção de functivos. É um caminho novo para os dois lados e um desafio muito grande quando pensamos em unir interesses e visões deste mundo. O artista precisa entender e adaptar sua visão aos conceitos de eletrônica e informática, por sua vez, o profissional da área de tecnologia precisa adaptar a sua visão de mundo para a criação de poéticas produtoras de afetos.
Os desafios para esta arte contemporânea são muitos e mais ainda quando falamos na união de profissionais de diferentes áreas. Torna-se cada vez mais fundamental o conhecimento do todo, generalista, deixando de lado o especialista e partir para a busca de novas formas de coexistência e produção da arte.
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